Ricardo Salvo

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Sinopse

"Natureza Informal"

 

"Natureza Informal" é uma abordagem às ilusões que o mundo natural provoca em nós. É um modo pessoal de ver a vida e a sua natureza numa configuração descontextualizada da paisagem, com um olhar contaminado por emoções próprias e, por isso, perdendo-se toda a objetividade. Com a apresentação "Natureza Informal", Ricardo Salvo procura conceitos visuais que só podem existir através da fotografia, contrariando em absoluto os princípios da fotografia documental. As imagens que integram este conjunto existem apenas num mundo muito próprio que nunca se repetirá e que aproveita a entropia dos elementos para colocar no tempo imagens que só pertencem mesmo à fotografia e nada mais. Tal como diz James Gleick, ilustrando algo que tão bem influenciou o fotógrafo Eliot Porter, "A essência da beleza da Terra está na desordem" (1). Mas ao procurarmos sentido nessa desordem acabamos por encontrar conceitos visuais que mexem connosco e que resultam numa realidade não representacional, abstrata e, portanto, informal, tanto no sentido do que perde a forma como no de algo que deixa de ser regrado. "Natureza Informal" é de um mundo que não está nem é, mas apenas pessoal e intransmissível.

 

(1) "The essence of the earth's beauty lies in disorder", in "Nature's Chaos", by James Gleick and Eliot Portermal" é de um mundo que não está nem é, mas apenas pessoal e intransmissível.

Biografia

Ricardo Salvo nasceu em Lisboa em 1972 e tem a fotografia como um dos seus maiores prazeres há perto de 40 anos. Ao contrário de outros hobbies nos quais vai tocando intermitentemente, fotografar é mesmo a atividade que mais o fascina de forma consistente. Profissionalmente, foi na comunicação que criou raízes, em quase duas décadas como jornalista e mais recentemente enquanto consultor, o que aqui pode tornar-se relevante quanto à sua forma de definir informação e mensagem. Obriga-se a que a sua fotografia seja reflexo da mistura de emoções, sem receio de as manobrar para que influam na forma como vê. É por isso que se recusa a definir um estilo com receio de comprometer o princípio de fotografar tudo o que para si for fotografável, sem rótulos nem amarras. Mas vê sempre na fotografia um legado, uma forma de vida permanente, desde que feita com liberdade.